qui, jun 17th, 2010

Tire 15 dúvidas sobre depressão, principalmente feminina

Mulheres têm mais chances de ter depressão nas fases pré e pós-menopausa e depois do parto

Cerca de 30% da população mundial terá depressão em alguma fase da vida, de acordo com a psiquiatra Fernanda Piotto Fralonardo, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da Faculdade de Medicina do ABC. E as mulheres têm mais chances de enfrentar o problema nas fases pré e pós-menopausa e depois do parto. Quer saber o motivo? Então, confira 15 curiosidades sobre depressão, principalmente relacionadas ao sexo feminino, listadas pela médica:

1) A doença é resultado da diminuição de substâncias neuroquímicas do cérebro, principalmente da serotonina, ligada ao bem-estar e prazer;

2) A incidência é similar em homens e mulheres, o que muda é que as pacientes do sexo feminino procuram mais por tratamento;

3) Os hormônios femininos estrogênio e progesterona teriam fator protetor. Assim, nas fases pré e pós-menopausa, quando diminuem, o risco de as mulheres desenvolverem depressão cresce. Mulheres com ciclo menstrual irregular também teriam mais tendência;

4) A depressão no pós-parto está ligada à diminuição abrupta dos hormônios. De maneira geral, é comum que a nova mamãe apresente quadro de tristeza até 30 dias depois de dar à luz, justamente pela mudança hormonal. Depois desse período, se o problema persistir, pode ser indício da patologia e é importante procurar a ajuda de um médico. A lista de sintomas conta com falta de apego emocional com o bebê, achar que não dá conta de cuidar da criança, tristeza. São raros os casos em que a mãe chega a matar o filho;

5) A patologia está relacionada com a redução da libido, tanto de mulheres quanto de homens. O motivo é a queda da serotonina;

6) Grande parte das medicações antidepressivas tem como efeito colateral justamente a baixa da libido. Portanto, durante o tratamento, a paciente pode até apresentar piora nesse aspecto. O psiquiatra tem como opção indicar um remédio que interfira menos no desejo sexual às pacientes com o incômodo acentuado;

7) A causa da depressão é desconhecida. Sabe-se que existe predisposição genética. Quem tem parente de primeiro grau que desenvolveu a doença apresenta chance até quatro vezes maior de ficar depressivo. Alguns acontecimentos podem se tornar gatilhos para o problema. “Não são específicos. Para alguns, ser promovido pode ser bom e, para outros, ruim”;

8) Ao contrário do que a maioria pensa, a tristeza não é o principal sintoma, mas sim o segundo. O primeiro é a perda de prazer em vários aspectos da vida. Entre os outros indícios estão alterações de sono, de apetite e de memória, perda da capacidade de se concentrar, sentimento de culpa, negativismo, crises de choro;

9) Para ser depressão, os sintomas devem durar ao menos 30 dias;

10) O diagnóstico é feito por meio de consulta com psiquiatra, em que a paciente deve contar o que sente, e de exames, que afastam as hipóteses de outras doenças que apresentam sintomas similares, como alterações de tireoide e tumores cerebrais;

11) Estudos indicam que associar remédios à psicoterapia torna o tratamento mais efetivo;

12) Se seguir o tratamento à risca, as chances de não voltar a ter o problema vão de 60% a 70%;

13) Os medicamentos costumam ser ingeridos até oito meses após o fim dos sintomas;

14) A falta de tratamento correto abre espaço para quadros recorrentes, suicídios e depressão psicótica, quando a pessoa perde o centro da realidade e chega até a escutar vozes;

15) A depressão é considerada uma doença de adultos, com maior incidência a partir dos 30 anos. Mas crianças e adolescentes podem apresentá-la.

Vida e Saude (Terra) / Padom

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